Disfunção Temporomandibular: Saiba como diagnosticar e tratar!

Disfunção Temporomandibular

Disfunção Temporomandibular (DTM) é o nome dado aos problemas associados à Articulação Temporomandibular (ATM). Esta, como o nome indica, trata-se da articulação entre o osso da mandíbula e os ossos temporais do crânio. É bilateral e situa-se à frente de cada orelha. Através dela, conseguimos movimentar a nossa mandíbula para cima e para baixo, bem como para os lados. Tal permite-nos falar, mastigar e bocejar.

 

O que pode provocar Disfunção Temporomandibular?

São vários os fatores que podem originar DTM, tais como hábitos parafuncionais (roer de unhas e bruxismo), stress e problemas articulares (artrite). Estas disfunções são, às vezes, difíceis de detetar.

 

Como se manifesta?

O principal sintoma associado à Disfunção Temporomandibular é dor na zona posterior da mandíbula. Manifesta-se também através de dor na região do ouvido, dificuldade/dor durante a mastigação e dor aguda na zona da face. Alguns pacientes referem ainda limite de abertura da boca, sendo que esta pode mesmo ficar presa.

Além destes sinais, a Disfunção Temporomandibular pode manifestar-se através de sons de estalidos sempre que movimenta a mandíbula. Em determinados casos, se não houver dor ou limite de abertura da boca, não é necessário qualquer tipo de tratamento.

 

Como é diagnosticada?

Existem procedimentos comuns quando estamos perante queixas de dor ao nível da Articulação Temporomandibular. O seu médico ou médico dentista irá ouvir e palpar a zona da articulação enquanto lhe pede para fazer movimentos de abertura e fecho da boca. Eventualmente, poderá realizar um exame alternativo, que consiste na medição máxima da abertura da boca.

Outros exames complementares de diagnóstico podem passar pela realização de radiografias, como a ortopantomografia. O seu médico dentista pode ainda pedir-lhe para realizar tomografias  computadorizadas (TAC) ou ressonâncias magnéticas da articulação em causa.

A TAC permite obter imagens detalhadas dos ossos envolvidos na ATM. Por outro lado, através da ressonância magnética, é possível a deteção de problemas ao nível dos tecidos moles. Falamos, por exemplo, do disco que envolve as duas articulações.

Às vezes, recorre-se a artroscopia no diagnóstico de Disfunção Temporomandibular. Este procedimento consiste na inserção de um pequeno tubo na articulação. Este contém uma câmara que permite ver a zona mais interior e verificar a presença de anomalias.

 

Como tratar a Disfunção Temporomandibular?

Os sintomas de DTM podem desaparecer sem recorrer a qualquer tipo de tratamento. Contudo, quando necessário, são vários os tipos de procedimento que estão à disposição dos profissionais de saúde. Os mesmos podem ser divididos em três grandes grupos: medicamentoso, terapêutico e cirúrgico.

 

Tratamento medicamentoso:

A utilização de fármacos para tratar a Disfunção Temporomandibular passa principalmente pela prescrição de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios. Pretende-se, assim, aliviar a dor e inflamação na articulação.

Em algumas situações, a utilização deste tipo de fármacos não é suficiente. Torna-se, portanto, necessário recorrer a relaxantes musculares. Tendo em conta que uma das possíveis causas de DTM é o stress, pode também ser necessário recorrer a antidepressivos.

 

Tratamento terapêutico:

No grupo das terapias não medicamentosas, encontram-se a utilização de goteiras, a fisioterapia e a educação para o problema. Goteiras são placas rígidas ou moles que recobrem os dentes, aliviando a pressão que é feita durante a sua utilização. Já a fisioterapia pode incluir tratamentos à base de ultrassons e aplicação de calor/frio.

Estar educado para o problema existente permite ao paciente detetar comportamentos que podem desencadear dor na articulação, no sentido de os evitar. Entre estes, destacam-se o hábito de roer as unhas, apoiar o queixo sobre as mãos/braços e apertar os maxilares.

 

Tratamento cirúrgico:

Quando os tratamentos acima referidos não são eficazes, deveremos pensar em medidas mais invasivas, ou seja, cirúrgicas. São disso exemplo as artrocenteses, que consistem em inserir pequenas agulhas na articulação, para irrigá-la, com o objetivo de remover tecidos resultantes da inflamação.

Um outro tipo de tratamento cirúrgico minimamente invasivo é a artroscopia. Trata-se da inserção de um pequeno tubo na articulação, através do qual é passada uma câmara e pequenos instrumentos para operar sem necessidade de cortes mais profundos.

Como último recurso, pode ser necessária cirurgia direta à articulação. Dados os riscos associados a este procedimento, o mesmo deve ser muito ponderado.

 

Outras possibilidades de tratamento:

Outras formas de tratamento da Disfunção Temporomandibular podem incluir medicinas alternativas, tais como acupunctura, massagens terapêuticas e aplicação de calor/frio. Ademais, durante episódios de dor, é importante evitar ao máximo sobrecarregar a articulação. Como tal, opte por uma dieta mais mole, evitando alimentos como frutos secos e pastilhas elásticas.

 

Se reconhece algum dos sintomas acima descritos, não hesite em contactar-nos. Na Orto-M, temos uma equipa de médicos ortodontistas pronta para o ajudar. Marque já a sua visita em qualquer uma das nossas clínicas. Até já!

 

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Etiquetas
articulação temporo-mandibular, boca, bruxismo, diagnóstico, goteira, mastigação, ouvido, stress, tratamento

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